| Login | Crie o seu Jornal Online FREE!

Rede Turística
Desde: 02/06/2002      Publicadas: 22      Atualização: 27/03/2003

Capa |  Artigos  |  Consulados  |  Entrevistas  |  Eventos  |  Faculdades  |  Fórum  |  Pesquisas  |  Resumos  |  Textos  |  Utilitários


 Textos
  29/08/2002
  0 comentário(s)


Resenha Hotelaria e Turismo
Ótima resenha sobre o livro Hotelaria e Turismo de Abinael Morais.
LEAL, Abinael Morais. Hotelaria e Turismo. Salvador: AMLeal Publicidade e Produções Artísticas, 2000.


Abianel Morais Leal é natural de Nazaré (BA), fundador do jornal Folha Regional, possui ampla experiência literária, inclusive com participação ativa em movimentos culturais e tem ao longo de vinte anos de literatura e jornalismo várias outras obras publicadas.
No seu livro Hotelaria & Turismo consta termos técnicos, expressões, siglas e abreviaturas usuais em turismo e hotelaria. No decorrer deste trabalho será realizada uma análise sobre o comportamento do povo brasileiro em relação à língua portuguesa e o excessivo uso do inglês no nosso cotidiano e também no setor turístico.
Sabe-se que comunicar é se expressar através de palavras. Estas, por sua vez, demonstram a riqueza do vocabulário de uma nação. No caso do Brasil, mais especificamente, as palavras retratam a miscigenação, as influências dos diferentes povos, causando, destarde, uma convergência extraordinária de palavras.
A língua portuguesa é detentora de um riquíssimo conjunto de palavras oriundas dos colonizadores portugueses, índios e africanos. Cidades como Itabuna, Itapetinga, Camamu e Camacã, são exemplo de nomes tupi-guaranis, que compõem e revelam a forte influência indígena em nosso território. No entanto, observa-se no Brasil, um elevado crescimento de palavras inglesas em nosso cotidiano.
Ao andar pelas ruas, vemos propagandas em outdoor, entramos no Shopping Center, merendamos no McDonald’s, comemos hamburger, pedimos guraraná diet ou coca light, tomamos milk shake. Chocolates produzidos no Brasil são chamados de rum, crunch, charge, smash. Consumimos alimentos como ruffles, bebemos iogurte bliss, utilizamos hellmann’s e ketchup na pizza.
Compramos em lojas chamadas Doll, His, The Planet. Nos divertimos no multiplex, entramos no cinema e recebemos ticket, assistimos a shows. Vamos à praia na pick up e usamos sundown ou sunblock. Paramos na estrada e almoçamos no fast food. Ficamos doentes e vamos a drugstore.
Entramos na era da informática e acessamos a sites, vemos e-mails, utilizamos o mouse, apertamos em teclas chamadas shift, caps lock, num lock, insert, end, delete, backspace, page down, page up. Colocamos o Cd no drive. Utilizamos programas como Word, Excel, Windows, Power Point.
E no turismo, existe a influência do inglês? Existe sim, e muito. Esta atividade econômica que, a cada ano, cresce em importância na geração de emprego e renda, fez surgir uma linguagem muito própria, visando facilitar o entedimento entre profissionais do ramo das mais diversas nacionalidades do mundo e entre os turistas. A língua inglesa foi, naturalmente adotada para um mais fácil entedimento de situações que só acontecem no turismo. Assim como na medicina, informática e demais profissões, existem no turismo e hotelaria termos técnicos e específicos. Existem uma infinidade de termos, porém destacarei apenas alguns prsentes no livro Hotelaria & Turismo.

Airport Bus: veículo que assegura a ligação entre o aeroporto e a estação terminal.
Air line: companhia aérea.
Air motion: indisposição causada por turbulência ou oscilação de um meio de trnaporte, quando em viagem.
All inclusive: significa que o preço fixo de um serviço turístico cobre todas as despesas relativas ao programa.
Autobus: ônibus utilizado em carreiras urbanas ou suburbanas, abreviamente designado por “bus”.
Baby Sitter: pessoa que cuida pelo bem-estar de crianças durante a ausência dos pais. É freqüente a prestação deste tipo de serviço nos bons hotéis.
Barman: profissional do sexo masculino, especializado em bebidas e pela sua preparação e fornecimento.
Break: viagem de curta duração ou fim-de-semana prolongado entre dois períodos de trabalho.
By Night: Excursões noturnas.
City Tour: visita aos principais pontos turísticos em uma cidade.
Coffee-Break: intervalo de uma reunião prolongada destinado a descanso dos participantes.
Dinner Show: jantar com espetáculo de variedades da music hall.
Executive Room: suíte ou quarto de qualidade superior destinado a pequenas reuniões de negócios.
Fast Food: alimentação produzida em cozinhas industriais.
Grill: nome que se atribui a um restaurante de categoria, onde o serviço consiste especialmente em alimentos grelhados.
Night Life: vida noturna.
Room Off: quando um quarto ou apartamento não está em condições de ser ocupado por clientes, geralmente por razões de manutenção.
Stand By: adquirir uma passagem em stand by siginifica dizer que o passageiro só irá voar se sobrar lugar.
Tour: circuito turístico ou excursão, normalmente de duração curta.
Workshop: encontro de profissionais objetivando promover e vender seu produto.
Resort: complexo turístico dotado de entretenimento, além de hospedagem, alimentação, recreação, etc.
Trade Turístico: conjunto de entidades vinculadas, direta e indiretamente, à atividade turística.

Além de um vasto conjunto de palavras, percebemos a influência inglesa também na música, na moda, no comportamento. Se parássemos para refletir, iríamos observar que o domínio inglês está crescendo e difundindo-se por todos os setores de nossa vida. Mas afinal, isso é bom? A meu ver, pode ser tanto negativo como positivo. À medida que recebemos esse tipo de influência, temos a oportunidade de conhecer cultura de outros países. Somos despertados a conhecer outros idiomas e curiosidades que antes não pertenciam ao nosso mundo. Isso tudo é a chamada globalização.
É claro que este processo de globalização é algo impossível de ser detido, pois se trata de um fenômeno histórico e social: isto é, línguas de falantes de países mais poderosos economicamente acabam por se espalhar com mais facilidade alterando as demais que encontre em seu caminho.
Muitos se perguntam porque não usar o aportuguesamento de certas palavras. E para essa pergunta tem-se uma explicação muito simples: o aportuguesamento de certas palavras faria com que estas perdessem um pouco do encantamento que a mídia precisa para seduzir os consumidores. A grafia em inglês já está muito arraigada em nossa cultura, pelos meios de comunicação, pelos outdoors, pela TV, jornais, reviatas e até mesmo em livros didáticos.
Ao final desse trabalho podemos perceber como o inglês está presente em todos os setores da nossa vida e impedir tal acontecimento é impossível. No setor turístico e hoteleiro as palavras utilizadas são em grande parte oriundas do inglês e este número só tem a aumentar. Assim, verificamos que a obra de Abinael Morais Leal é de extrema importância para todos os profissionais e estudantes de turismo e hotelaria, além de curiosos no assunto. O livro Hotelaria & Turismo é uma espécie de dicionário e que deve estar sempre em mãos. É apenas um de muitos outros livros que virão a tratar desses termos tão “importantes e imprescindíveis” na atividade turística.
  Autor: Lanuse Aguiar





Capa |  Artigos  |  Consulados  |  Entrevistas  |  Eventos  |  Faculdades  |  Fórum  |  Pesquisas  |  Resumos  |  Textos  |  Utilitários
Busca em

  
22 Notícias